domingo, 25 de novembro de 2007

Nichos de mercado no turismo

Por: Bruna Leão

O turismo segmentado é uma oportunidade tanto na teoria quanto na prática. E no Brasil esses segmentos ficaram mais evidentes com o a área ecoturista e esportiva. Com o ecoturismo nasceu a preocupação com a qualidade e responsabilidade ambiental, como afirma Waligora, diretor do Segmento de Ecoturismo da Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Braztoa).

- Preocupações básicas com lixo e esgoto agora passaram a ser de todos os setores, e não do segmento ecoturístico - afirma.

Atualmente o Brasil vive a expectativa com a Copa do Mundo de 2014. Por isso, o setor de Turismo ganha forte desenvolvimento. Através do mundial da Fifa, o país terá maior reconhecimento em terras estrangeiras através de pontos turísticos, além de reforçar sua estrutura interna com novos e equipados hotéis, profissionais poliglotas, segurança, etc.

A atenção de milhares de pessoas interessadas em esportes e viagens no Brasil não é atraída apenas pelo futebol, por exemplo, mas também o organizado mundo do golfe, que tem uma relação bastante estreita com o turismo. Esse é um segmento com potencial grande de negócios, desde que a competição entre destinos vire uma parceria. Que tal conhecer o Brasil jogando golfe? Essa é a proposta do Bureau Brasileiro de Turismo de Golfe, criado em 2003.

Mesmo com muitos dos nichos ocupados, sempre existem novas oportunidades. Uma delas é oferecer serviços aos grupos de GLS (gays, lésbicas e simpatizantes), devido a falta de produtos para este grupo. As empresas têm que estar atentas a segmentos ou grupos que precisam de programações especiais para seu público e assim por diante.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Guias turísticos ganham maior espaço no mercado

Por: Alexandra Boechat

Com a realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, aumentou a procura por guias turísticos na cidade, pois o evento atraiu não só as delegações para o Estado, mas também, inúmeros visitantes, além de ganhar um maior destaque no setor turístico do cenário internacional.

Só com o evento, 10 mil jovens foram capacitados para trabalhar como guias turísticos e passaram por cursos básicos de inglês e espanhol, aulas sobre os pontos turísticos e sobre a história da cidade.

Como em 2014 o Brasil será o país sede da Copa do Mundo, o setor deverá aumentar muito mais. A demanda por guias irá ultrapassar em muito a que foi necessária durante o Pan, até porque a Copa será realizada em várias cidades do país.

Apesar de o mercado necessitar de ampla quantidade de guias turísticos, o que ocorre é que há uma falta de capacitação de quem pretende seguir esta profissão. É preciso que se tenha domínio sobre a região em que se pretende trabalhar, conhecer seus pontos turísticos, sua história e ter domínio sobre mais de um idioma para trabalhar com os diferentes públicos de diversos países.

Os guias podem especializar- se em várias categorias como: turismo regional, excursão nacional e internacional, atrativo natural e cultural e também seguir várias especializações como arte, carnaval, cultura, eventos e visitas técnicas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Copa do Mundo do Turismo

Por: Michael Meneses

Confirmado. O Brasil será sede da Copa do Mundo de futebol em 2014. É a segunda vez que o país do futebol abrigará a competição mais importante do mundo da bola. A primeira vez foi durante o pós-guerra, em 1950.

Com isso a disputa agora é entre as cidades que abrigarão os jogos. Já estão no páreo para sediar os jogos, as capitais de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro(RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP), além do Distrito Federal. Mas o certo é que dessas, no máximo 12 cidades serão escolhidas.

O país tem potencial para receber a Copa e isso já ficou provado com a realização do PAN no último mês de julho que trouxe à cidade do Rio de Janeiro milhares de turistas que tiveram a chance de assistir as mais variadas opções de competições e ainda poderão usufruir das inúmeras atrações turísticas que a cidade maravilhosa. Dentre essas estão as lindas praias de cartões postais mundialmente famosos, Pão de Açúcar e Cristo Redentor – este último atualmente uma das Sete Maravilhas do Mundo. Com a escolha da Copa do Mundo para o Brasil, o poder do turismo brasileiro só tem a engrandecer suas proporções continentais tendo em vista o tamanho do país e toda a atração turística oferecida, de norte a sul.

Mesmo com a euforia da maioria da população existem os que criticam a realização da copa no Brasil. Criticar essa escolha é não acreditar nas melhorias que virão nos próximos anos, que vão além do turismo e do esporte. Pois vai ser preciso investir não apenas em políticas voltadas ao turismo e ao esporte (no caso o futebol), mas em todas as áreas como educação, segurança, transportes, saúde, habitações e cultura.

É bom lembrar que uma Copa do Mundo não se faz apenas com bons estádios. Muitas cidades no mundo evoluiram após sediar uma copa ou olimpíada. Para Janaina de Souza que monitora grupos em viagens na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil e no exterior, este evento esportivo vai ser um grande atrativo no setor do turismo e movimentará um bom número de empregos em diversas áreas:

- Qualquer tipo de evento em nível mundial é de grande importância para o país sede e é onde os “olhos do mundo” estão voltados. Um evento deste porte, além de gerar empregos em todas as áreas, mexe com à questão econômica do país. Não só com a Copa do Mundo, mas também em qualquer evento em nível mundial, o aumento de oportunidades surge, sobretudo na área turística, onde existem grandes atrativos: culturais e arquitetônicos belíssimos. O Brasil, por si só, já é um atrativo turístico pela beleza natural - diz.

Para Janaina não será problema para o país administrar o turismo neste evento, tendo em vista que já tem-se profissionais altamente qualificados e essa tendência é evoluir até o ano da copa:

- Temos ótimos profissionais na área de turismo, muito capacitados, tanto em termos de agências como guias autônomos.

Além disso, Janaina reforça o excelente nível dos serviços oferecidos no PAN 2007.
- Os estádios e outros locais de provas estavam lotados. Mesmo assim não houve grandes ocorrências em relação aos turistas. Isso mostra que, apesar de todos os problemas sociais, os governantes do nosso estado, conseguem administrar bem (quando querem) a Cidade do Rio de Janeiro - conclui.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Empregabilidade no setor turístico

Por: Daniela Fernandes

No dia 30 de outubro foi confirmado pela Fifa que a Copa do Mundo de 2014 será sediada no Brasil. Com isso as oportunidades de emprego no setor irão crescer. Nosso país receberá muitos turistas, principalmente no Rio de Janeiro onde se cogita a grande final da copa. Atualmente o número de turistas que visitam a cidade está em torno de 1,8 milhões por ano. O Ministério do Turismo estima que a eleição do Cristo Redentor irá incrementar ainda mais as visitas ao Rio gerando cerca de 250 mil novos postos de emprego. E a Copa do Mundo também trará milhares de pessoas e investimentos para o setor.

Esse ano foi especial para o turismo no Rio, foram realizados os XV Jogos Pan-Americanos e os III Jogos Parapan-americanos, 780 mil pessoas de todos os estados do país e de várias partes do mundo circularam pela cidade durante a realização dos jogos, gerando uma renda de R$ 870 milhões. Além disso todo ano o carnaval carioca e o reveillon atraem cada vez mais turistas de todo o mundo.

As empresas anteciparam em 2007 as contratações de verão para garantir o treinamento dos novos funcionários. O presidente da ABIH (Associação Brasileira de Hotéis), Eraldo Alves da Cruz, disse ao site O Dia on line que a cidade maravilhosa é privilegiada, em relação a outros do Brasil, ele explicou que nas outras regiões as contratações só começam em novembro e normalmente são temporárias, aqui no Rio a maioria das vagas abertas são efetivas, devido ao fluxo constante de turistas na cidade. Segundo Eraldo a crise aérea colaborou com o surgimento de novos empregos no setor turístico, devido a migração de diversos vôos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Outra boa notícia para o ramo hoteleiro é que muitas pessoas são contratadas sem experiências. Só nos últimos dois meses foram lançados quatro hotéis, o que aumenta as chances dos candidatos.

O TRANSPORTE AÉREO E O TURISMO – REFLEXÕES DO PRESENTE PARA 2014

Por: Sérgio Ribeiro

De acordo com a OMT – Organização Mundial do Turismo – enquanto a atividade turística teve um crescimento médio internacional de 4,9% em 2006, a mesma apresentou retração de 6,3% durante o mesmo período no Brasil.

O cenário negativo desenhado pelos números divulgados pela Organização para o país tem como base problemas estruturais cujas fontes estão diretamente ligadas à precariedade de sua malha aérea, principalmente após a quebra das três principais companhias aéreas nacionais desde 2001: a Varig, a Vasp e a Transbrasil.

A falta de planejamento e de investimentos de base, aliados à ausência de políticas públicas dinâmicas para o setor, levaram-no inicialmente a um crescimento desordenado na década de 90 e posteriormente a uma crise sem precedentes a partir do ano 2000, o que acabou gerando distorções operacionais que hoje são o motivo de uma série de traumas causados aos usuários deste serviço de importância estratégica para o desenvolvimento da nação.

À reboque da supracitada falta de estrutura da malha aérea, vem uma série de prejuízos em âmbitos econômico e social, afetando diretamente a capacidade competitiva turística do país no mercado externo.

O Brasil possui 3819 municípios com potencial turístico, distribuídos através de 200 regiões turísticas, segundo dados do Ministério do Turismo.

Apesar do evidente potencial e vocação espontânea do país, favorecido por uma série de questões geográficas, climáticas e culturais, a atividade turística no Brasil esbarra no histórico descaso de políticas públicas pouco eficazes para o setor, principalmente no que tange o fomento à infra-estrutura, gerando conseqüências diretas para seu desempenho.

Ainda de acordo com a OMT, do volume total de 842 milhões de turistas internacionais, apenas 5 milhões se destinaram ao Brasil no ano passado, o que em termos estatísticos representa apenas 0,6% da demanda real.

Tais números colocam o país na acanhada 37ª posição do ranking global de destinos turísticos, atrás de nações como Tunísia, África do Sul, Arábia Saudita, Marrocos, Bulgária, Singapura e Coréia do Sul. Se considerarmos o ingresso de receitas através do turismo externo, a participação brasileira no mercado se mostra ainda mais frágil. Ocupando a 42ª posição do ranking internacional com a entrada de US$ 3,5 bilhões, o Brasil posiciona-se atrás de Nova Zelândia, Indonésia e Líbano.

A fraca atuação do país no panorama turístico internacional pode ser justificada principalmente pela ausência de ligações aéreas diretas ou inadequadas de suas principais regiões turísticas aos maiores centros emissores externos.

As distorções existentes na malha aérea brasileira, acentuada pela concentração da oferta de assentos em determinadas regiões geográficas causando gargalos, levam o país a perder demanda, investimentos e divisas para mercados concorrentes diretos como o Caribe, por exemplo.

Dentro desta realidade, a proposta de reestruturação da malha aérea nacional se faz necessária e urgente em função dos seguintes fatores a serem observados:

· Reduzir o tempo de deslocamento do turista estrangeiro de forma a otimizar o produto turístico nacional.
· Posicionar o Brasil como destino turístico mais competitivo no exterior.
· Estimular e desenvolver tanto produtos e destinos já existentes, como também viabilizar os que se encontram ou em estágio de estruturação ou com algum potencial de exploração.
· Captar novos investimentos, tanto em infra-estrutura básica urbana quanto em infra-estrutura turística, com a finalidade de gerar mais empregos e promover melhor redistribuição de renda com base nos princípios do desenvolvimento turístico sustentável em âmbito local e regional.

Soma-se a tais necessidades específicas, a dimensão continental do país, cujas distâncias internas e posição geográfica em relação aos principais mercados emissores de demanda turística como a Europa, os Estados Unidos e a Ásia, fazem do transporte aéreo um elemento vital para o desenvolvimento da cadeia produtiva turística interna.

Não somente com o objetivo de estimular demanda turística externa ou mesmo formar um mercado turístico interno para o país, investir em melhorias no segmento aéreo é fundamental sob o ponto de vista da integração nacional e do desenvolvimento da própria economia do mercado de aviação em si.

Hoje, o setor aéreo é o segundo que mais gera empregos dentro do turismo, sendo superado apenas pela área de alimentos e bebidas, estando à frente da própria hotelaria que historicamente sempre ocupou posição de liderança.

Dados da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), apontam que para cada US$ 100 investidos no transporte aéreo estimulam investimentos extras na ordem de US$ 325 em atividades econômicas diretas ou indiretas, cada 100 empregos gerados pelas companhias aéreas, criam outros 610 empregos em atividades relacionadas, e 30 postos de trabalho são criados para cada mil turistas que visitam o país no período de um ano.

A escolha do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014 nos leva a uma reflexão ainda mais profunda sobre o tema, uma vez que a provável distribuição regional das cidades-sede implicará no uso extensivo do transporte aéreo para o deslocamento das delegações das 32 seleções participantes, imprensa e torcedores. Atualmente, o país não oferece malha eficiente de transportes em outros setores potencialmente concorrentes como o hidroviário ou o ferroviário.

Projetando a situação atual para daqui a sete anos, e tomando como base os investimentos realizados no setor de transportes em escala nacional nos últimos 20 anos, o cenário torna-se preocupante, considerando um evento da magnitude de uma Copa da FIFA.

Mesmo quando o torneio maior do futebol foi realizado na Alemanha em 2006, um país que ocupa uma posição de referência em termos de desenvolvimento tecnológico na área de transportes, investimentos na ordem de 5 bilhões de Euros foram feitos pelo país no setor de forma a modernizá-lo e torná-lo mais confortável para os torcedores. Apesar da elevada cifra, com planejamento e infra-estrutura invejável, os alemães conseguiram recuperar aproximadamente a metade do valor investido durante os 30 dias do torneio.

Embora o Ministério do Turismo e a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) tentem demonstrar otimismo quanto ao crescimento do mercado, a situação atual não estimula tantos motivos para celebrar.

Sem levar em consideração os graves problemas específicos que os passageiros vêm enfrentando há mais de um ano por razões amplamente reconhecidas, há décadas o mercado da aviação civil no Brasil não se encontrava tão concentrado nas mãos de tão poucas empresas, e cidades como o Rio de Janeiro jamais foram tão pouco servidas.

Planejar a malha aérea brasileira a curto e médio prazo, significa pensar estrategicamente o desenvolvimento sustentável da nação com o objetivo de trazer mais investimentos e recursos.
A organização da Copa 2014 será um desafio para todos os brasileiros, e melhorias na infra-estrutura serão necessárias durante os próximos anos para o sucesso da competição .

Especialmente no setor aéreo, investir na reestruturação do sistema do país será fundamental, como sugere o slogan da Copa,“for the good of the game”.

Estácio inova mais uma vez

Por: Claudio Rosa

A Universidade Estácio de Sá a cada ano vem formando novas parcerias, com o intuito de melhorar ainda mais a avaliação nos conteúdos, instalações e na administração. Desta vez o curso tecnológico de turismo é o grande beneficiado.

O aluno que decidir cursar turismo na Universidade Estácio de Sá tem mais um motivo para comemorar. A Estácio firmou mais um convênio, desta vez com a rede Amadeus: o maior e mais completo sistema em administração turística do momento, onde a facilidade na procura de vôos e hospedagens, com preços competitivos, está disponível em todos os hotéis e companhias de todo o Brasil. A Amadeus oferece às empresas que fazem negócios no mercado de viagens e turismo a mais completa oferta de soluções em tecnologia nas áreas de Distribuição e Conteúdo.

A profissão espera do tecnólogo uma total integração com novas tecnologias, para que o planejamento seja um diferencial num mercado globalizado e altamente competitivo.
A Estácio de Sá também conta com o Jornal Estação Turismo onde os futuros tecnólogos em turismo podem planejar e refletir sobre o mercado. Sob a coordenação do professor Maurício Weichert, é mais uma ferramenta para o aluno.

Para você, futuro aluno, a Estácio mantém, ainda, projeto como o Le Canton e a Estácio Júnior Turismo para oferecer ao aluno a chance de aprender a realizar, entre outras coisas, um crítico sobre o negócio.